Na apresentação do meu livro, A Desilusão de Judas, na Biblioteca Municipal do Barreiro, brincando com o facto de no dia seguinte fazer a apresentação do livro Episódio Geométricos da Magda Pais, José Luís Outono deixou-nos este conto.

José Luís Outono recebe as últimas instruções da sua assistente de imagem (Mara).
O conto
Estou a imaginar a cena de ANTÓNIO GANHÃO a entrar num banco onde trabalha uma ilustre escritora de crónicas…MAGDA PAIS.
A bancária olha para o visitante e pensa:
- Lá vem mais um com cara de Judas…o que é que me vai calhar em “rifa”?
- Boa tarde. Posso ajudá-lo ?
Com ar de engenheiro muito tecnicista…o visitante responde:
- Gostaria de investir…
- Muito bem pensado…
Responde a bancária, já arrependida de o ter avaliado mal. E pergunta?
- Tem ideias?
Com ar sisudo…responde:
- Queria investir em letras…
De novo alvoraçada com a resposta…debita em surdina:
- Letras…letras bancárias…os juros estão muito altos, mas que tipo de letras?
Com ar muito convencido…responde o cliente:
- TÍTULOS…muitos TÍTULOS…
Sem hesitar a funcionária acrescenta:
- TÍTULOS DO TESOURO…claro…em que posso ajudá-lo?
- Não…!!!!!!!!
Responde quase zangado o visitante:
- TÍTULOS DE LIVROS…
A funcionária já sem paciência…remata…:
- AH! Percebo finalmente ….Livros de cheques….
Zangado…com os olhos a saltar…acentua:
- Minha senhora quero financiamento para títulos de livros…romances…serial Killer’s
Perfeitamente atónita a bancária Magda…defende-se:
- O senhor vai-me matar…mas isto é um banco, não uma livraria…
António Ganhão …fulo, olha-a de alto a baixo e diz-lhe baixinho:
- ….eu sei….e, se a quisesse matar…não a matava ao pé de casa…

20 comentários:
...duas noites, duas apresentações de livros, dois grandes amigos que me deram essa honra.
Há momentos, na vida, onde conjugamos o verbo ser, com orgulho.
Este Conto, que te (vos) ofereci, é apenas o tentar dizer do agrado da leitura do teu livro, num tom informal e humorado.
Oxalá, que mais contos possa contar...bom sinal para ambos!
Obrigado José Luís, pela apresentação, pelo conto e pelos votos. Seguramente que andaremos por aqui a torcer as palavras.
ah ah genial!
Só fiquei preocupado com uma coisa.. serial killer.. não mata ao pé de casa.. oh diabo, quem não mora ao pé de si que se acautele!
Alf, o personagem vive no Barreiro e só mata em Lisboa...
matava-a com um romance histórico :)))))))))
um beijo
Já estou a ficar com inveja dos teus amigos...
E a fotografia, então, é uma ternura ;)
gostei.
Manuela, um romance histórico por ser mais pesado? ;)
Cristina, a Mara vai ser a empresária da família.
Daniel, registado.
:)) Muito engraçado. Espero que tenha corrido optimamente a apresentação do livro. A julgar por este conto do apresentador, não foi uma desilusão, :)
Eva o apresentador foi uma radiante primavera.
GOSTEI MUITO. GOSTEI MAIUSCULAMENTE. :)
Beijinhos, António
Brilhante.
O teu amigo José Luís Outono tem sentido de humor.
Caro amigo, desejo-te um bom domingo (o que resta dele...).
Abraço.
Virgínia, foi um momento mágico.
Nilson, os poetas sempre nos surpreendem.
Não se permita entristecer,
Mostre a todos o valor do seu sorriso
aproveite esse Dia para ser feliz
Faça chuva ou Sol estarei sempre aqui para dizer
que te amo.
Um lindo final Domingo.
Beijos no coração.
Evanir
Ando só a ver quem ainda anda por cá.
conversas.xaxa@gmail.com
Peter
Um conto bem contado. E entre as palavras que contam este conto, existe um laço de lado a lado. Um laço que é abraço, um abraço afectuoso de um amigo.
Um outro, meu, para cada um.
Peter, por enquanto sim... até a troika deixar.
Maria João, Obrigado. Bjnhos
Oh...que bom ter vindo aqui...
Obrigada.
BShell
Apreciei a história do banco. A empregada está ali para sacar e, por isso, tem de defender o seu lugar.
Como tenho estado afastado do blog e agora resolvi voltar, tomei conhecimento da publicação do teu livro e gostaria de saber algo sobre ele.
Desde já os meus parabéns,
Peter
Peter, obrigado. No lado direito em cima, onde diz "em destaque" podes encontrar muita informação sobre o meu livro.
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